quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Um perfeito disparate!

António Costa deixa antever as "grandes medidas" do seu próximo (des)governo socialista democrático, que em Outubro próximo irá - inevitavelmente, pensa ele, as Grandes Lojas do Bem que o "elegeram" e os meios de intoxicação social que o apoiam - suceder ao actual governo de coligação da social-democracia com a democracia social - o CDS era isso: o Centro Democrático Social...

Costa é um "ambientalista" feroz e convicto apostado, por todos os meios, em "purificar" o "ar" da "sua" cidade e em lutar contra o aquecimento global causado pelas classes sociais mais poluentes e desqualificadas. que insistem em andar por Lisboa em carros do Século passado... que ainda não adquiriram o estatuto de "históricos", pois esses, tal como os Ferrari de 2014,  devem poluir bastante menos concerteza... Uma intolerável falta de sentido de "progresso" e de "modernidade" portanto... A história infelizmente está cheia de "purificadores" do ar e de outras coisas... Costa não vai ser o primeiro, nem concerrteza o último a querer "purificar" a "nossa sociedade"... mas convém ter cuidado e, obviamente, evitar também por todos os meios votar nele em Outubro próximo...


A lei municipal é perversa, tipicamente ao estilo pombalino-napoleónico de outro Costa para muitos de má lembrança, irracional, discriminatória, cheia de "excepções" mal amanhadas, e não vai resolver nenhum problema de "qualidade do ar" em Lisboa. A "assembleia municipal" que a aprovou, os juristas que trataram da indispensável "parecerística", o governo "social-democrata" que assobiou para o ar como se nada fosse, e o presidente da república, que, como habitualmente, "não acha oportuno comentar",  deviam todos sentir vergonha de ter nela consentido, mas a vergonha tornou-se um bem muito mais escasso do que o ar limpo das cidades. Para "descentralizar", o dr. Costa não hesitará decerto em aplicar a "medida" a outras cidades e vilas portuguesas, e estendê-la a aviões e caciheiros, para que assim todo o Portugal fique definitivamente mais "limpo" e mais "puro"...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Obviamente...

... o "povo" não pode voar tanto e... tão "baixo"... os aviões comerciais têm muita "informática" e andam a derivados de petróleo, o que significa que causam aquecimento global e são alvos fáceis do "ciberterrorismo"... Seguem-se pois leis severas e normas internacionais irrecusáveis, para que ao mesmo tempo o "ambiente aéreo" e a "rede" fiquem mais "limpos" e mais "seguros"!... e também somente para já um "nadinha" quase insuportavelmente mais caros... batalhões de juristas e advogados estão a esta hora a "trabalhar" no assunto, pelo que se aguardam para breve grandes conferências "mundiais" e colóquios "especializados" sobrre o tema dos "aviões que desaparecem" e da sua "segurança"... debates que vão levar a "humanidade", "democraticamente", a um "consenso" jurídico-científico-legal sobre tão agudas matérias... Mefistóteles obviamente não pára porque, se parasse. um instante só que fosse, morreria... ele olha muito bem aos meios que o podem levar a atingir os seus fins... e a sua imaginação é eficaz e prodigiosa... De lamentar contudo a tragédia humana, o sangue inocente que o "progresso" se habituou a ter de derramar... em oferenda ao divino "bem geral"... "O maior bem para o maior número"... Obviamente, o "comboio da história" tem pressa e não pode parar em todas as "estações" e "apeadeiros", ou sempre que uma criança se lhe atravessa à frente... além disso, as "estações" e "apeadeiros" estão prenhes de cassandras e Velhos do Restelo que, além de atrasarem a "história", podem dar-lhe "azar"...


sábado, 27 de dezembro de 2014

Os falsos "adeuses" à "crise"...

Às vezes é preciso dar um passo atrás ou, talvez melhor, fazer uma brevíssima "pausa" na "grande marcha", para, logo a seguir, poder dar dois em frente... Lenine também fez assim... e depois veio  Stalin...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Não ser, ou ser apenas aquilo que já fomos, e já não somos...

Na geração dos meus pais era habitual ouvir-se dizer, ou dizer-se de alguém em idade activa: ele "é" isto ou aquilo; e de alguém já aposentado: ele "foi" isto ou "era aquilo"... sendo o "isto" ou "aquilo" a profissão da pessoa: agricultor, serralheiro, pedreiro, padre, professor, médico, engenheiro, etc. etc.

As coisas eram assim: as pessoas acabavam por ser aquilo que faziam, sem prejuízo de também serem aquilos que todos, ou quase todos, eram, e continuamos a ser, pelo menos durante uma parte das nossas vidas: bisnetos, netos, filhos, esposos, pais, avós, bisavôs... a vida, para muitos árdua e materialmente pouco compensadora, parecia contudo ter um sentido...

Depois veio a "aceleração da história", um eufemismo totalitário. Acelerar a história foi o que procuraram fazer Hitler e Stalin, o primeiro acelerando a "selecção natural das raças" e o outro o "rumo ao socialismo". O comboio da história acelerou, e move-se agora rumo a uma "sociedade descarbonizada" e "sustentável"... - Mas cuidado: eu não sou dos que duvidam que a actividade humana altera o clima! Custa-me apenas que tenhamos todos de pagar pelo mal que alguns fizeram ... e continuam olimpicamente a fazer... Não sei quem é a "humanidade"; nunca falei com "ela"; nunca ninguém ma apresentou... Apenas conheço homens e mulheres, particulares e concretos...e muitos deles conheço-os até bem demais  para poder confiar neles, ou recomendá-los para companhia dos meus - poucos mas muito bons, cada vez melhor - amigos ...

A minha geração, tal como as posteriores à minha - uma geração corresponde à idade média à qual as mulheres têm o seu primeiro filho, e por isso agora as gerações são mais extensas, e também menos numerosas... - viveram os tempos da restauração de um nazismo global, uma restauração imaginosa e eficaz, por vezes mais lenta ou atribulada, feita sob a máscara do "social" e do "interesse geral" da "humanidade", e que conduziu às sociedades totalitárias em que hoje vivemos, e às quais as gerações futuras, e algumas presentes, poderão não conseguir sobreviver, se não acordarem depressa para a impostura global em estão mergulhadas ... Dirão que sou pessimista, mais uma das muitas Cassandras que abundam por esse mundo... Não me importo que o façam... antes prefiro estar vivo até morrer, do que morrer vivo e rodeado de gente morta... Parafraseando Pessoa, rodeado de cadáveres adiados que (até já não) procriam...

Este texto é, como facilmente se percebe, uma Mensagem de Natal...

O não ser, ou ser na tangência daquilo que fomos, fez-me pensar naquilo que já fui e que deixei de ser e portanto já não sou...

Em 1981 era Operador de Empilhador na Cerâmica do Canteirão, em Valado dos Frades, Nazaré;
Em 1982 era Praticante de Balcão de 1º Ano na loja de pronto-a-vestir Firmo, Alberto e Trindade Lda., em Alcobaça;
Em 1984 era Fiel de Armazém na COOPSPAL - Cooperativa de Consumo da Spal, em Alcobaça;
Em 1985 era Encarregado na mesma COOPSPAL;
Em 1992 era Engenheiro do Ambiente;
Em 1989 era Professor de Matemática na Escvola Secundária do Monte da Caparica;
Em 1993 era Professor de Quimicotecnia e Técnicas Laboratoriais de Química na Escola Secundária Stuart Carvalhais, em Queluz;
Em1992 era Consultor em Economia da Energia, dos Transportes e do Ambiente no CEEETA;
Em 1995 era Investigador da JNICT;
Em 1998 era Assistente na Universidade Lusófona de Humanidades e Tenologias
(ULHT);
Em 2003 era  Professor Auxiliar na ULHT;
Em 2009 era  Director dos Cursos de Licenciatura e Mestrado em Engenharia do Ambiente da ULHT;
Em 2013 voltei a ser apenas Professor na ULHT, desde 2012 com a categoria de Associado;
Em 2014, aos 49 anos de idade, voltei a ser apenas o Valdemar, sem os prefixos ou sufixos que, na verdade, nunca procurei nem nunca me interessaram... a Lusófona é uma escola prática e moderna: quando um professor adoece, ao fim de poucos meses ela substitui-o por outro - outros no meu caso - e simplesmente deixa-o sem "horas" caso ele "decida" voltar ao trabalho, i.é., o professor fica sem trabalho e sem salário... isto deve fazer parte da "excelência" do seu ensino...
Em 2015 ainda não sei bem o que vou ser... se souberem alguma coisa de mim, por favor informem...

Bom Natal e um Feliz Ano Novo de 2015 para todos, inimigos incluídos!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Série Fábulas de Esopo I - O Velho. o Rapaz e o Burro


O Velho, o rapaz e o burro 

Um dia, há muito, muito tempo, um velho e o filho resolveram ir ao mercado vender o burro que tinham. Seguiam a pé, pois achavam que venderiam melhor o burro se ele chegasse descansado ao mercado. No caminho, cruzaram-se com alguns viajantes, que começaram a troçar deles: — Olhem aqueles tolos, têm burro e vão a pé. O mais estúpido dos três não é quem se esperaria. O velho não gostou que troçassem dele e disse ao filho que se montasse no burro. Um pouco mais adiante passaram por três mercadores. — Mas o que é que temos aqui?! — disse um deles. — Respeita os mais velhos, meu jovem. Desmonta e deixa o teu pai ir montado no burro, que já é muito velho para ir a pé. Embora ainda não estivesse cansado, o velho mandou apear o filho e montou ele no burro. Andaram um pouco mais até que encontraram um grupo de mulheres que também ia para o mercado com cestos de hortaliças para vender. — Olhem para estes — disse uma delas. — A pobre criança a pé e ele todo repimpado no burro. O velho sentiu-se um tanto ou quanto vexado, mas para se mostrar agradável pediu ao filho que montasse atrás dele no burro. O rapaz obedeceu e continuaram a viagem com os dois montados no burro. Um pouco mais adiante, um grupo de pessoas interpelou-os com indignação: — Mas que crime, será que quereis matar o burrinho? Pareceis mais capazes vós de carregar o burro do que o comtrário. O velho e rapaz não tardaram a desmontar, e passado um bocado, quase a chegarem ao mercado, gerou-se um enorme burburinho ao verem os dois carregando o burro atado num pau que transportavam de ombro a ombro. Juntou-se uma multidão para observar tão estranha cena. O burro não se importava muito de ser carregado aos ombros, mas quando a multidão se aproximou e começou a rir e a troçar, ele desatou a zurrar e a escoucear,e, precisamente quando iam a atravessar uma ponte, as cordas que o prendiam soltaram-se e o burro caiu ao rio e foi arrastado pela corrente. O pobre do velho regressou então tristemente a casa. Querendo agradar a todos, acabou por não agradar a ninguém e ainda ficou sem o burro.

sábado, 15 de novembro de 2014

Série Grandes Mestres - VI

(Lisboa, 1919 — Santa Barbara, Califórnia, 4 1978) 
Engenheiro, poeta, crítico, ensaísta, ficcionista, dramaturgo, tradutor...