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quarta-feira, 6 de maio de 2026
terça-feira, 5 de maio de 2026
Leituras do tempo DCCCIII – Fausto...
«Do gelo libertam-se rios e ribeiros,
pelo olhar vivificador e suave da primavera;
no vale verdeja a esperança da felicidade;
o velho inverno, na sua fraqueza,
retirou-se para as montanhas ásperas. [...]
no vale verdeja a esperança da felicidade;
o velho inverno, na sua fraqueza,
retirou-se para as montanhas ásperas. [...]
Vira-te e olha, lá do alto,
para trás, para a cidade.
Da garganta oca e sombria das portas
jorra uma multidão variegada.
Todos querem hoje apanhar sol.
Celebram a ressurreição do Senhor,
pois eles próprios ressuscitaram:
dos quartos baixos de casas mesquinhas,
das cadeias do ofício e das profissões,
do aperto dos telhados e das águas-furtadas,
da opressiva angústia das ruas,
da venerável noite das igrejas,
todos eles foram trazidos para a luz. [...]
para trás, para a cidade.
Da garganta oca e sombria das portas
jorra uma multidão variegada.
Todos querem hoje apanhar sol.
Celebram a ressurreição do Senhor,
pois eles próprios ressuscitaram:
dos quartos baixos de casas mesquinhas,
das cadeias do ofício e das profissões,
do aperto dos telhados e das águas-furtadas,
da opressiva angústia das ruas,
da venerável noite das igrejas,
todos eles foram trazidos para a luz. [...]
Já oiço o burburinho da aldeia,
aqui está o verdadeiro céu do povo,
satisfeitos, grandes e pequenos exclamam:
Aqui sou humano, aqui posso sê-lo!»
aqui está o verdadeiro céu do povo,
satisfeitos, grandes e pequenos exclamam:
Aqui sou humano, aqui posso sê-lo!»
Fausto, Goethe
(Trad. João Barrento)
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