domingo, 17 de maio de 2026

Sínteses XXXI - O problema-paradoxo da "moral moderna"... laica ou científica...

 ... mostra que ela tende para uma moral extremada... e veja-se mais um exemplo: o da linguagem. Por um lado a linguagem é sumamente importante, pois o mundo e a descrição dele confundem-se - os actuais "polígrafos de notícias" não são "verificadores de factos", "fact-checkers" como tão falsamente se apresentam quando não passam de meros verificadores de "informação sobre factos". Uma coisa é o facto e outra bem diferente a informação sobre ele. Da mesma maneira o retrato da pessoa e a pessoa não são a mesma coisa, o que devia ser evidente se as sociedades históricas não tivessem sido mergulhadas no mundo da informação - que une tecnologia, propaganda (incluindo a especializada ou científica) e o "querido" sistema financeiro global do mefistofélico dinheiro-informação, agora já sem o "mediador físico" do qual ainda podia desconfiar-se (quem poderá negar que o 100 que aparece no ecrã vale mesmo 100? Só um louco talvez...). Por um lado a linguagem é de suma importância... mas por outro não vale um chavelho se estiver completamente desligada da realidade. O observador suficientemente afastado percebe os extremos: de um lado os especialistas que tentam substituir a realidade por palavras, números e modelos matemáticos e, do outro, os não especialistas (que os especialistas de certa forma também são fora das suas áreas de especialidade) que tentam substituir por realidade as palavras, números e modelos matemáticos. cada um a seu modo contribuindo para o mesmo silêncio da linguagem... 

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