Os (renovados) critérios de admissão à universidade e ao ensino de nível dito "superior"
Antes de entrar para a universidade ou escola superior o estudante/aprendiz de ciência ou tecnologia deve ter tido experiência relevante e positiva na área que vai aprofundar. Para ser admitido num curso de direito ou ciência jurídica ele deve ter estado no mínimo 2 anos preso em estabelecimento prisional. (No caso de candidato a juiz o número de anos sobe para 5). Para ser admitido num curso de medicina ou de psicologia o candidato deve comprovadamente ter curado ou contribuído decisivamente para a cura dos males físicos ou psíquicos de pelo menos 5 pessoas; para acesso a cursos de engenharia os candidatos devem provar que criaram ou contribuíram para a criação de 5 obras, ferramentas ou dispositivos úteis que reconhecidamente resolveram problemas concretos relacionados com a área de engenharia a que se candidatam; para candidatos a estudantes superiores de artes em geral, incluindo letras e artes literárias, que tenham produzido pelo menos 5 obras de reconhecida beleza e valor artístico na área artística a que se candidatam ou, em alternativa, tenham comprovada e continuada experiência na prática da arte a cujo estudo superior se candidatam e na sua exibição pública durante pelo menos 5 anos; para candidatos a cursos de motricidade humana ou educação física que tenham um registo de pelo menos 5 anos de prática continuada de desposto de competição ou federado; para candidatos a cursos de ciências exactas e naturais que tenham resolvido algum problema matemático até então não resolvido ou, em alternativa, que tenham montado, realizado e publicado, em revista científica internacional especializada, os resultados de pelo menos uma experiência científica laboratorial que tenha levado à descoberta de algo que a ciência até então desconhecia; para os candidatos a cursos de economia ou gestão seria condição de admissão para os candidatos terem administrado ou gerido uma PME, uma grande empresa ou outro tipo de organização legalmente reconhecida ininterruptamente durante pelo menos 5 anos; já para candidatos a cursos de história e filosofia terem publicado pelo menos 2 trabalhos historiográficos relevantes e reconhecidos ou publicado 1 obra reconhecida em qualquer área da filosofia: para candidatos a cursos de ciências sociais como a sociologia e a ciência política, terem estado pelo menos 5 anos envolvidos activamente em algum movimento social ou político e terem, no âmbito desse envolvimento, resolvido ou contribuído para resolver algum problema social ou político concreto.
É claro que os números são o que são - indicativos porém sempre com alguma coisa para indicar. Quem quiser que os "leia". O mais criticado dos critérios será aquele que proponho para candidatos a advogados e juízes - eu bem sei. Mas também sei onde aparece a escola na ciência como moderno órgão de soberania. É na justiça ou no dito "poder judicial", daí a maior severidade do critério. E é claro que para os candidatos a outros cursos ditos "superiores" - eles são hoje mais que muitos - haveria de encontrar-se o critério capaz de satisfazer o princípio geral da experiência relevante e positiva nas áreas que vão aprofundar. Muitos dirão que esta é uma proposta elitista (populista não, pois de popular nada tem). Paciência. Acho preferível isso a continuar com o ensino desligado da realidade do mundo e com as (muito caras) hipocrisias do "ensino superior", do "elevador social", do "futuro de sucesso", dos "talentos" etc. Também sei que a unidade de exploração .pt anda em rebanho com as outras - do tipo Maria vai com elas. A haver "reforma" ela terá de vir de "cima", e o curioso é que talvez acabe por vir desta ou de forma semelhante, mais a mal do que a bem, e mais cedo do que se espera.
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